Mas por que exatamente ela foi julgada insana

Sua crença na existência de Deus – um ser com atributos desordenados e desumanos – pode ser irracional.

Mas não constitui loucura no sentido mais estrito, porque está de acordo com os credos e códigos de conduta sociais e culturais em seu meio. Bilhões de pessoas aderem fielmente às mesmas idéias, aderem às mesmas regras transcendentais, observam os mesmos rituais místicos e afirmam passar pelas mesmas experiências. Essa psicose compartilhada é tão difundida que não pode mais ser considerada patológica, estatisticamente falando.

Ela alegou que Deus falou com ela.

Como muitas outras pessoas. O comportamento considerado psicótico (esquizofrênico paranóico) em outros contextos é elogiado e admirado nos círculos religiosos. Ouvir vozes e ter visões – ilusões auditivas e visuais – são consideradas manifestações de retidão e santidade.

Talvez tenha sido o conteúdo de suas alucinações que a provou insana?

Ela alegou que Deus a havia instruído a matar seus filhos. Certamente, Deus não ordenaria tal mal?

Infelizmente, o Antigo e o Novo Testamentos contêm exemplos do apetite de Deus pelo sacrifício humano. Abraão recebeu ordens de Deus para sacrificar Isaque, seu amado filho (embora esse comando selvagem tenha sido rescindido no último momento). Jesus, o próprio filho de Deus, foi crucificado para expiar os pecados da humanidade

Corretora Hapvida Maceio